O governo federal definiu o novo piso nacional por decreto.
Assim, o salário mínimo passou a valer R$ 1.621,00 a partir de 1º de janeiro de 2026.
A norma está no Decreto nº 12.797, de 23 de dezembro de 2025, publicado pela Presidência da República.
Veja o texto oficial no Planalto: Decreto nº 12.797/2025.
Além do valor mensal, o decreto também fixou as referências diárias e horárias. Desse modo, o piso ficou em R$ 54,04 e R$ 7,37 por hora.
Esses parâmetros ajudam a orientar cálculos trabalhistas em jornadas e contratos específicos.
O que significa “reajuste do salário mínimo” na prática
Quando ocorre o reajuste do salário mínimo, você vê efeitos imediatos em duas frentes.
Primeiro, empresas ajustam salários de quem recebe o piso.
Segundo, várias despesas públicas sobem porque benefícios usam esse valor como base.
Portanto, o tema importa para quem trabalha com carteira assinada.
Além disso, importa para quem recebe benefícios que não podem ficar abaixo do piso.
Em outras palavras, o piso funciona como “piso social” para uma parcela enorme do país.
Como o governo chegou ao valor de 2026
O decreto cita as leis que embasam o cálculo.
Ele menciona a Lei nº 14.663/2023 e a Lei nº 15.077/2024 como referência normativa.
Você vê essa base legal no próprio texto: Decreto nº 12.797/2025.
Na prática, o governo usa uma fórmula que considera inflação e crescimento econômico.
Assim, o ajuste costuma combinar um índice inflacionário e um componente de ganho real.
Além disso, regras fiscais podem limitar o ganho real em certos cenários.
Parte das regras e definições foi consolidada no decreto publicado.
Em seguida, o valor foi adotado como referência para rotinas de folha e benefícios.
Quem sente o impacto primeiro
Você pode notar o impacto no mês de referência e no calendário de pagamento.
Por exemplo, a folha de janeiro já deve refletir o novo piso.
Além disso, quem recebe benefícios atrelados ao mínimo tende a ver atualização no mesmo ciclo.
Muitos valores administrativos são reajustados quando o piso aumenta.
Consequentemente, empresas também revisam pisos internos, adicionais e bases de cálculo.
Algumas rubricas são recalculadas automaticamente em sistemas de RH.
Efeitos no planejamento financeiro
Se você recebe o piso, comece pelo básico.
Primeiro, atualize seu orçamento com o valor líquido, não apenas o bruto.
Depois, revise contas fixas e evite assumir parcelas longas sem margem.
Se você paga salários, planeje o custo total.
Assim, inclua encargos e provisões, não só o reajuste nominal.
Além disso, alinhe eSocial, folha e contratos para reduzir risco trabalhista.
